Caso Pianko
Segundo Joana, as denuncias de crimes sexuais contra o secretário extraordinário dos Povos Indígenas, Francisco Pianko, serão confirmadas à CPI pela índia Letícia Yanawá. Não apresentou provas, disse que as mesmas devem ser requisitadas do Ministério Público Federal, onde foram formalizadas as denúncias contra o secretário indígena. Requisitou ainda a CPI que fossem convocados para depor Ivanilde Brandão e José Correia, pessoas que teriam novas denúncias a formalizar contra Pianko. Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito acataram as indicações.
Sena Madureira
A advogada pediu à CPI que requisitasse ao presidente do Tribunal de Justiça do Acre e ao Procurador Geral de Justiça do Estado, os autos de dois processos, que segundo ela, teriam sido instaurados para apurar denúncias de crimes de natureza sexual contra o juiz Pedro Longo e o promotor de Justiça Dayan Albuquerque. A ocorrência envolvendo o magistrado, segundo ela, teria sido comunicada ao TJ/AC mediante ofício oriundo do Ministério Público Federal. A própria depoente, na conclusão de sua fala, disse que o processo foi arquivado, por falta de interesse da mãe e da suposta vitima de levar o caso adiante. Com esta afirmação a advogada jogou por água a denúncia contra o juiz.
No caso do promotor, a denúncia teria sido investigada, mas ela não saberia o desdobramento do caso. Joana citou ainda para que fosse alvo de investigação, o empresário Edvaldo Lima, que seria conhecido como "Carioca.
Ao final do depoimento, o presidente da Associação dos Magistrados do Acre, Giordani Dourado, se pronunciou a respeito das acusações feitas contra o juiz Pedro Longo. Ele se demonstrou surpreso em relação às declarações da advogada e disse que acredita que ela se confundiu ao citar o nome do juiz. "Não tem nada arquivado no Tribunal, simplesmente porque nunca foi feita nenhuma acusação contra o juiz Pedro Longo. Ele nunca foi alvo de investigação, sequer em sede de inquérito", garantiu, assegurando ainda que a Asmac vai se reunir e deve se pronunciar oficialmente sobre o caso através de nota.
O deputado Mazinho Serafim (PSDB) também saiu em defesa do juiz. Disse que no período que ele esteve na comarca de Sena Madureira nunca se registrou qualquer episódio que maculasse a sua honra. Saiu em defesa ainda do agiota e do empresário apontados pela advogada.
Anselmo Forneck
Num primeiro momento, ao gerente do IBAMA/Acre, Anselmo Forneck, foi apontado por Joana D'Arc como o pai de um jovem indígena de 17 anos, que seria fruto do abuso sexual cometido contra uma índia. A declaração gerou polêmica, mas como a mãe do jovem estava presente, acabou por esclarecer que o mesmo era fruto do relacionamento amoroso, e que restava de fato a ser assegurado era o reconhecimento da paternidade, o que não é foco da CPI. Mediante a interferência do presidente da Aleac, deputado Edvaldo Magalhães, Joana D'arc teve a oportunidade de corrigir as acusações feitas contra Forneck, limitando-se a dizer que este tinha tido um caso com uma índia, retirando-lhe a acusação de abuso sexual contra a menor.
Capitão "Fome de amor"
Se comprovada, esta, talvez, tenha sido a denuncia mais importante feita por Joana. Segundo ela, um capitão PM, identificado por Do Valle, é o responsável pelo fracasso das operações realizadas na busca de pedófilo. Segundo ela, além de ser visto constantemente pegando menininhas na frente das escolas, o mesmo avisa aos demais pedófilos quando as operações serem realizadas. Disse que já existe denuncia formal contra ele no MP e pediu que a CPI requisitasse as informações.
Escritor renomado
O teor desta denúncia é gravíssima e gerou um certo desconforto aos membros da CPI em decorrência da procedência das informações, que seriam sido colhidas na base do ouvir dizer. Trata-se da denúncia de crime sexual contra uma menina de apenas três anos de idade, cometida em tese, por um escritor renomado, apontado pela criança como "Tio Mauro". A advogada relatou os detalhes de como a agressão teria ocorrido e afirmou a CPI que a avó da criança teria filmado as partes intima da criança através de um aparelho celular. Não informou, porém, o nome a avó aos membros da CPI, mas disse que poderia informar depois.
Depoimento jornalista
A advogada pediu ainda à CPI que solicitasse o comparecimento do jornalista Pitter Lucena, que segundo ela, tem muitas informações a prestar sobre casos de pedofilia no Acre, incluindo fotos e depoimentos de vítimas. O jornalista trabalhou na investigação de casos já conhecidos, como do poeta Antônio Manoel e de dois empresários.
E-mail ameaçador
Também foi apresentado à CPI o conteúdo de um e-mail, enviado a um jornalista, através do qual, a mulher do coronel da Polícia Militar do Acre, mandava avisar a advogada que ela tomasse cuidado com as denuncias que estava fazendo contra o seu marido e que iria investigar a vida dela e pagar para desmoralizá-la. Mas depois da leitura do mesmo e de esclarecimentos feitos pelo deputado Luiz Calixto ficou claro que a denúncia estava relacionada à crise da PM e não tinha nada a ver com a pedofilia, que é o alvo da CPI.
Dulcinéia Azevedo - redação de ac24horas
Rio Branco, Acre
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